O amor moderno sofre de um mal silencioso: a pressa.

Quer se sentir rápido, resolver rápido, substituir rápido. Não há tempo para o amadurecimento do afeto, para o desconforto da dúvida, para o lento reconhecimento do outro como alguém que não cabe em expectativas prontas.

Amar, hoje, exige para ir contra o ritmo do mundo.

Coragem para permanecer quando tudo convida à fuga.

Talvez o verdadeiro amor não seja o que chega intenso, mas o que resiste ao impulso de ir embora.

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